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terça-feira, 29 de setembro de 2015
Coluna Paulo Guedes: ÉTICA CRISTÃ - II
A ética cristã é o sistema de valores morais associados ao cristianismo histórico e que retira dele a sustentação teológica e filosófica de seus valores, sendo a alternativa para a nossa sociedade superficial e relativista. Ela opera a partir de diversos princípios e valores, que acredita revelados por Deus, através das sagradas Escrituras.
Falar de ética cristã nos dias de hoje é uma tarefa desafiadora, já que vivemos num mundo em que os valores e os costumes da sociedade têm se modificado com uma enorme rapidez. Podemos considerar que existem inúmeras posições éticas tomadas pelas pessoas. Não existe um padrão comum na maneira das pessoas encararem as questões que envolvem a vida.
A finalidade precípua da ética cristã é a regeneração espiritual da humanidade, para que seu comportamento se paute na mais perfeita obediência às leis de Deus, que estão devidamente organizadas e sistematizadas no Antigo e Novo Testamento. É preciso transferi-las dos papiros, pergaminhos e paginas de papel das atuais bíblias para a consciência do homem, passando a fazer parte do seu modus operandi, no lidar com o seu semelhante. Urge essa transferência para que as distorções claramente observadas nas diversas nações espalhadas pelo mundo, no que diz respeito à conduta moral do homem, possam ser corrigidas levando o ser humano, filho do Pai Supremo, ao estado de plena vivência do Evangelho.
Nas leis, nos profetas e no Evangelho de Cristo, encontramos a revelação do padrão moral. Os Dez Mandamentos e o Sermão das Bem-Aventuranças são a síntese da mais perfeita moral revelada por Deus. Encontramos nos referidos textos o roteiro divino para alcançarmos o Seu Reino. A mensagem representa o caminho da regeneração do homem e a conquista definitiva da paz.
A ética cristã fundamenta-se na vida e ensinamentos de Cristo e constitui-se a expressão máxima do amor.
Podemos dizer que a ética cristã é a grande síntese, é o compêndio dos supremos valores morais, baseado unicamente nas Sagradas Escrituras, sendo o norteador da conduta do homem, perante a vida, neste mundo. Não se trata de uma fórmula mágica para se chegar a Deus, mas um conjunto de regras e procedimentos que nos torna obedientes às leis de Deus, facultando-nos o direito de sermos chamados homens de bem.
Entre os motivos que devem impulsionar as pessoas em sua conduta está a imitação de Cristo (Rm 15: 5; Gl 2: 20; Ef 5: 1-2; Fp 2: 5). Outro motivo fundamental é o amor (Rm 12: 9-10; I Co 13: 1-13; 16: 14; Gl 5: 6). O viver ético é sempre o fruto do Espírito (Gl 5: 22-23).
Na sua argumentação ética, Paulo dá ênfase ao bem-estar da comunidade, o corpo de Cristo (Rm 12: 5; I Co 10: 17; 12, 13 e 27; Ef 4: 25; Gl 3: 28). Ao mesmo tempo, ele valoriza o indivíduo, o irmão por quem Cristo morreu (Rm 14: 15; I Co 8: 11; I Ts 4: 6; Fm 16).
Acima de tudo, o crente deve viver para Deus, de modo digno dEle, para o seu inteiro agrado: Rm 14: 8; II Co 5: 15; Fp 1: 27; Cl 1: 10; I Ts 2: 12; Tt 2: 12.
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quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Coluna Paulo Guedes: A Ética Cristã
O presente texto pretende introduzir e discutir a urgência da ética cristã como fundamento para a busca de uma sociedade democrática e suas conectividades com os direitos humanos. A problematização do tema com todo o seu envolvimento nas diversas áreas do conhecimento humano torna-se uma tarefa árdua, levando-se em conta o processo de globalização acelerado em que estamos inseridos.
Um olhar mais atento e vamos começar a identificar as diversas facetas da sociedade, com seus valores éticos e morais com toda a sua historicidade, lugar, espaço e tempo onde a sua significação foi construída e reconstruída pela ação humana.
A ética, como teoria, exercício intelectual que propicia a reflexão, a análise, a decisão e a avaliação de toda conduta social, tem sido o principal regulador do desenvolvimento histórico-cultural da humanidade. Sem ela, com seus princípios humanitários, o homem teria tido poucas chances de chegar à era da modernidade.
Hoje podemos dizer que, apesar da grande contribuição que ela deu ao homem e à sociedade, a modernidade alijou-a das relações humanas, abrindo um espaço demasiadamente grande para que o positivismo, juntamente com o materialismo, espalhe os seus tentáculos por toda a sociedade, preludiando dias obscuros para a humanidade.
Surgem orientações e normatizações baseadas em conceitos anticristãos, que colocam o homem refém do mundo sistêmico, do poder e do dinheiro, criando um desenvolvimento econômico e tecnológico que beneficia uma minoria em detrimento de condições mínimas de sobrevivência da grande maioria da população mundial.
Também podemos afirmar que a ética, por si só, não garante a transformação moral da humanidade. A assertiva segundo a qual nós, seres humanos, somos capazes de concordar minimamente sobre princípios como a justiça, a igualdade de direitos, cidadania plena, solidariedade e dignidade da pessoa humana, indicam grande possibilidade de vivenciarmos esses princípios, mas nada garante a sua real efetivação.
A ética, como teoria, ou como princípios negociados e acordados entre nações, povos e religiões e sua inclusão nas cartas magnas, não é o suficiente para transformar. É preciso que o homem a coloque como virtude em sua vida, trazendo para si o exercício da plena cidadania em confronto com a moral vigente nas sociedades.
A palavra planificadora de Cristo exerce papel fundamental na efetiva incorporação da ética na vida do homem, possibilitando-o participar plenamente no processo de transformação da sociedade.
Com a finalidade de discutir a contribuição que a ética cristã pode exercer sobre a sociedade atual, buscaremos fazer, nas próximas semanas, um estudo aprofundado da ética com todos os seus desdobramentos, conceituando-a, e analisando as suas alternativas, como na ética humanista, utilitarista e naturalista; caminharemos também pela ética religiosa cristã, buscando entender os seus sistemas de valores, bem como pela ética religiosa não cristã.
Estaremos discutindo também a ética como estudo crítico da moralidade, sua influência no homem, abrangendo sua vida em família, na sociedade e no trabalho e negócios, como também a forma de desenvolver uma consciência moral proporcionadora da liberdade humana.
Analisaremos a instituição família, com a conceituação de lar; os deveres morais do homem na família; a paternidade responsável e o dever moral da família na sociedade, bem como estaremos refletindo os valores morais diante da sociedade moderna.
Com a convicção de que a ética cristã tem muito a contribuir com a transformação da sociedade, avaliaremos essa mesma sociedade em todos os seus aspectos, num estudo sociológico da sua relação com o Estado, com a cultura e a influência da comunicação na formação dos valores dessa sociedade. Olharemos com toda a atenção os instrumentos aceleradores da instabilidade social, procurando entender os motivadores da exclusão social, da evasão escolar, dos desajustes de conduta e as deficiências sociais, onde vamos encontrar os crimes de todos os matizes, a prostituição, o alcoolismo, a toxomania e a jogatina.
Na busca da solução para os embates sociais, estudaremos a religião e seu papel na família e na sociedade, procurando nas Escrituras Sagradas as leis que regem a vida em comunidade, passando pelas leis mosaicas e chegando ao Evangelho de Jesus.
Encontraremos,no decorrer deste estudo, o Plano Social de Deus para a humanidade, tendo como princípio a educação do homem e o desenvolvimento de valores morais norteados pela ética cristã. A pedagogia será apresentada como ciência de fundamental importância nesse processo transformatório, tendo o amor como ato pedagógico, capaz de tirar o homem da inércia e colocá-lo a caminho da evolução.
Procuraremos mostrar que todos nós somos educadores e educandos nas escolas da vida, trocando de papel conforme as circuntâncias da jornada, e para que sejamos bons educadores apresentaremos a pedagogia da afetividade; e como não poderia ser diferente, estudamos nas semanas anteriores, Jesus, o pedagogo por excelência, com os seus métodos de ensino que tantos exemplos têm nos dados. Ele marcou a vida da humanidade com o seu verbo divino, e precisamos nos espelhar nEle para fazer a nossa parte no trabalho fundamental da seara do Cristo.
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terça-feira, 22 de setembro de 2015
Coluna GTIM: A Importância do Estudo da Doutrina
Oi galera! Olha
eu aqui de novo! Fiquei matutando sobre o que eu poderia escrever
nessa coluna e esse tema assaltou meus pensamentos. Quando se fala de
estudo geralmente relacionamos somente ou diretamente à escola, mas
o estudo da Doutrina também é de extrema importância. Como base de
estudo da Doutrina temos O Livro dos Espíritos, O
Evangelho Segundo o Espiritismo, O Livro dos Médiuns, A
Gênese e O Céu e o Inferno.
Como bem sabemos,
o estudo é algo contínuo que não deve cessar nunca. Atualmente
estudo no Lar O Livro dos Espíritos (no Estudo Sistematizado da
Doutrina que ocorre toda quinta 18h30) e o Estudo Aprofundado da
Doutrina Espírita – EADE (estudo realizado com o Grupo dos Jovens
Trabalhadores). Quanto mais me aprofundo no estudo mais me sinto
acolhida, pois a Doutrina além de esclarecedora é acolhedora, mas
me sinto também na necessidade de dar o melhor de mim à Doutrina.
Até mesmo porque quanto mais estudamos mais precisamos estudar.
O que eu gostaria de destacar é que quando nos deparamos com algo
tão grandioso, é necessário termos a consciência de que quanto
mais conhecimentos adquirimos mais nos será cobrado. Sendo assim,
ainda mais valioso do que estudar o Evangelho do Cristo, precisamos
vivenciá-lo. É difícil, eu sei, afinal de contas somos espíritos
imperfeitos que estamos aqui para crescer e evoluir. E é exatamente
aí que o estudo nos ajuda. Como coloquei anteriormente, a Doutrina é
muito esclarecedora e estudá-la nos ajuda a compreender questões
que parecem impossíveis de compreender, além de colaborar para a
nossa reforma íntima. E aí? Vamos estudar?
Thais Alves
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quarta-feira, 12 de agosto de 2015
Coluna GTIM - O Lado bom das pessoas
Assim
como tudo que nos acontece na vida, todas as pessoas têm seus
defeitos e igualmente suas qualidades.
Acostumamo-nos
a julgar as pessoas, bem como os acontecimentos da vida, sempre
olhando o que houver de pior, os defeitos, os erros. Dessa forma
deixamos de valorizar suas qualidades, suas virtudes, o que tiver de
melhor, ou seja, valorizamos o mal e esquecemos o bem.
Se
pararmos para pensar, fazemos isso o tempo todo e para tudo. Ao
encontrar um conhecido na rua, o que mais comentamos? As piores
notícias dos jornais, as tragédias, que é o que a mídia nos
vende: “Você viu aquele assalto...?”, “Cuidado, não fique
andando de bicicleta, não viu outro dia a tragédia...?”, e daí
para pior! Não é comum ouvir as pessoas comentarem da ação de uma
ONG, de alguém que estendeu a mão a quem caiu, que alimentou um
faminto. Na melhor das hipóteses, comentamos sobre o clima!... Não
ouvimos coisas boas, não comentamos o bem, não valorizamos a
caridade.
Já
ouvi mais de uma vez numa história que exemplifica bem o que quero
dizer, que conta que em determinado ponto de certo caminho havia um
cachorro morto. Dessa forma, todos que por ali passavam reclamavam do
fedor do corpo em decomposição: “Nossa, que fedor!”, “Que
cheiro terrível, desse cachorro!”. Mas Jesus, passando por esse
mesmo lugar disse, olhando para o corpo: “Que belos dentes tinha
esse cachorro!”.
Que
diferença! Assim mesmo somos nós na vida, infelizmente,
diariamente. Reclamamos de tudo, só destacamos o que é ruim. Jesus,
nosso maior exemplo, mais uma vez nos mostra como agir, valorizando o
que é bom, mesmo porque tudo, e todos têm também qualidades, temos
algo de bom. Precisamos entender também que a impressão que temos
que só acontecem coisas ruins não é verdade. Só nos parece ser
assim porque é só do que falamos.
Por
isso proponho, a partir de agora, nos esforçarmos ao máximo para
dizer apenas o que for edificante. Valorizar os acertos, as
qualidades, fazer elogios, críticas construtivas. Vamos procurar
analisar as coisas com calma, tentando ver o lado bom das situações,
o melhor de cada pessoa.
Se,
num primeiro momento, parece que não podemos mudar o que está ao
nosso redor, experimente mudar seu ponto de vista, e terá, sem
dúvida, agradáveis resultados!
Idamares Alves
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sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Coluna Paulo Guedes - Métodos Utilizados Por Jesus
Analisando
os Evangelhos chegamos à conclusão de que Jesus não tinha uma maneira
fixa de ensinar, nem algum método preestabelecido para lecionar ao povo
que o cercava. O que vemos é um Mestre que não se prendia a rotinas, nem
se escravizou a qualquer sistema. Ele utilizou de forma perfeita todos
os métodos como se fosse coisa natural do Seu ser. Foi um mestre
incomparável na arte de ensinar, variando seu processo de ensino
conforme a ocasião e o objetivo que tinha em mente.
Podemos
dizer que Jesus conhecia e empregou todos os recursos utilizados hoje
pela moderna pedagogia, de forma tão perfeita que o melhor dos mestres é
apenas um pupilo perto Dele. Vejamos alguns desses métodos:
Lições objetivas
Jesus
usou com muita qualidade lições objetivas para passar seus ensinos,
buscar demonstrar a verdade através de exemplo utilizando coisas
concretas e vivas. Temos vários exemplos da utilização desse método,
vejamos alguns: quando o Mestre quis ensinar aos seus discípulos qual
era a atitude a ser tomada para entrar no Reino de Deus, utilizou uma
criança dizendo que o Reino era para aqueles que se assemelhavam a ela
(Mt. 18:1-4); quando precisou dar uma lição referente à humildade,
cingiu a cintura com uma tolha e lavou os pés dos apóstolos, dando a
seguinte lição: “se Eu, o Mestre, lavo os vossos pés, vós se quereis ser
grandes no Reino de Deus deveis fazer o mesmo” (Jo. 13:1-15); e talvez a
passagem mais conhecida do Evangelho, quando os fariseus e os
herodianos lhe fizeram a pergunta sobre ser lícito pagar o tributo a
Cesar. Sem pestanejar, o Mestre Jesus solicita um denário e,
utilizando-se do objeto, que tinha na efígie a figura de Cesar, dá a
sublime lição: “Dai, pois, a Cesar o que é de Cesar, e a Deus o que é de
Deus (Mt.22:15-22)”.
Parábolas
Jesus
utilizou o conto de histórias ou parábolas para mais facilmente deixar
registrados certos ensinamentos. Sem sombra de dúvida podemos afirmar
que o método mais utilizado por Ele foi o de parábolas, e com certeza
são os ensinos mais lembrados.
Parábola,
segundo a Enciclopédia e Dicionário Ilustrado Koogan/Houaiss, é
comparação desenvolvida em pequeno conto, no qual se encerra uma
verdade, um ensinamento. É uma história ou ilustração tirada de algum
fato conhecido, para lançar luz sobre outro fato não conhecido. William
Sanday diz: "São cenas, ou histórias curtas, tiradas da natureza ou da
vida de cada dia, que apresentam algum pensamento ou princípio capital
que pode ser levado e aplicado ao alto nível espiritual da vida humana".
Horne nos dá uma lista total de sessenta e uma: delas, trinta e quatro
tratam de pessoas, como a do ‘bom samaritano”; quatro, de animais, como
da "ovelha perdida"; sete, de plantas, como a da "semente de mostarda"; e
dezesseis de coisas, como as quatro qualidades de terra.
Se
retirarmos as parábolas dos ensinamentos de Jesus perderíamos uma
quantidade inestimável desses ensinamentos e eles ficariam incompletos.
Só para se ter uma ideia, 50% do Evangelho de Lucas e 25% de Marcos são
representados por parábolas.
Muitas vezes
Jesus, quando era questionado pelos fariseus e escribas, ao invés de
responder diretamente, utilizava-se de parábolas para deixar o seu
ensinamento. Podemos verificar uma situação dessas quando eles criticam o
fato de Jesus andar em companhia de publicanos e pecadores. O Mestre
conta três lindas histórias: da dracma perdida, da ovelha perdida, e do
filho pródigo, demonstrando que todos (dracma, ovelha e filho) eram
dotados de algum valor, mas encontravam-se perdidos, necessitando ser
resgatados, comparando-os aos publicanos e pecadores, que também se
encontravam perdidos, e que na qualidade de filhos de Deus mereciam mais
atenção da parte dos fariseus e escribas. Como no caso da dracma, da
ovelha e do filho, precisavam ser procurados e achados e reintegrados à
sociedade.
Na próxima semana daremos continuidade ao tema, falando de preleções e perguntas, tão utilizados por Jesus.
quinta-feira, 30 de julho de 2015
Coluna GTIM - Medo de Espíritos?
É
com muita alegria que venho aqui pela segunda vez escrever para o
nosso blog. O assunto que eu quero tratar hoje é o medo de
espíritos. Esse assunto sempre me assustou muito... imagine, só de
ouvir falar em espíritos, já me dava aquele arrepio dos pés à
cabeça.
Cheguei
ao Lar no ano de 2012 por meio do tratamento espiritual, que por
sinal é através de um espírito, e a partir desse momento o todo o
meu medo de espíritos caiu por terra. Fui me familiarizando mais com
esse universo espírita, e através da bela e amorosa recepção que
tive, entrei para a aula de evangelização.
No
dia a dia das aulas, vi que muitas das minhas perguntas tinham
respostas, e estou estudando cada vez mais, não só a mediunidade
mas todos os outros aspectos que a Doutrina nos oferece, como
entender o que acontece em uma reunião de auto cura, entender o que
é, e como funciona um passe... aprendi cada coisa nova que eu nem
imaginava que poderia existir.
Hoje, 3 anos depois de ter
entrado no Lar pela primeira vez, eu posso afirmar que não tenho
mais medo de espíritos, até porque aprendi que eu também sou um
espírito!
Que
a paz esteja com você!
Yuri Nunes
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quarta-feira, 22 de julho de 2015
IV Ação Social Franciscana
Neste domingo tivemos mais uma edição de nossa Ação Social.
Um dia que profissionais da área de saúde, Direito, Estética e culinária dedicam um pouco de seu precioso tempo ao moradores da Comunidade Asa Branca.
Todo os atendimentos são gratuitos e esse ano contamos com os profissionais abaixo.
Gratidão aos trabalhadores que lá estavam sempre se empenhando para um evento de sucesso e gratidão infinita aos profissionais que doaram conhecimento e amor a nossa comunidade.
Coluna GTIM - "O lado bom da vida"
Nós,
seres humanos, passamos por diversas provas ao longo de nossa
jornada. Todos os seres humanos passam. Isso é normal, tão certo
quanto é o fato que todos temos defeitos e qualidades. No entanto,
não são as adversidades ou o “grau” em que elas se apresentam
que tornam nossas vidas melhores ou piores, mas a maneira como
encaramos as dificuldades.
Existem
duas maneiras, infelizmente, muito comuns de reagir quando aparece a
dificuldade. Uma é fugindo, adiando ao máximo um confronto direto,
uma conversa, uma solução. Outra é reclamando e procurando
culpados. Reclamando de tudo, da vida, do problema, do “responsável”
pela situação. Nessas horas também é muito comum ver as pessoas
culpando até mesmo Deus. Vê se pode! Porque, na falta de alguém
pra acusar, acuse a Deus! E os argumentos para tal acusação?!
“Porque Deus não me ama!”, “Ele se esqueceu de mim!”, “Por
que, Deus?” “Por que eu?” “O que fiz para merecer?” “É
castigo?” e por aí vai.
As
pessoas precisam ter em mente, primeiro, que não adianta adiar. No
fim das contas isso só piora as coisas, porque, seja o que for, cedo
ou tarde terá de ser encarado de frente. Portanto, quanto antes
melhor. Ora, adiar não fará com que o problema desapareça. Na
melhor das hipóteses ele continuará lá, esperando para ser
resolvido e tornando-se um empecilho em algum ponto. Na pior, ele só
aumentará, virando uma bola de neve e complicando ainda mais a
situação.
É
muito confortável responsabilizar alguém pelos nossos problemas.
Isso nos dá uma sensação de segurança. No entanto, isso demonstra
nosso egoísmo, uma vez que acabamos por descontar toda a nossa
frustração no outro que, muitas vezes, não tem culpa ou não é o
único culpado. Além disso, sempre há alguma parcela de
responsabilidade nossa sobre tudo o que nos acontece. O problema é
que às vezes não enxergamos isso, ou, simplesmente, optamos por não
enxergar. Sim, a culpa, ainda que apenas 50% dela, também é nossa.
Se parássemos para analisar com calma a situação, veríamos que
falhamos em algum momento e, dessa falha, resultou ou contribuiu para
o tal problema.
Algumas
coisas acontecem independentemente de culpados ou responsáveis.
Geralmente fazem parte da ordem natural da vida, como a morte, por
exemplo. Algumas adversidades podem fazer parte do nosso plano
reencarnatório mas, desconhecendo isso, nos entregamos às queixas.
É aí que, na falta de outra pessoa, culpamos o Criador. O que
precisamos compreender é que nada acontece por acaso e que Deus não
é um velhinho malvado de barba branca que gosta de se divertir com a
dor dos outros. Pelo contrário. Nosso Pai, que é perfeito e nos
ama, quer ver nosso progresso, nossa evolução, nossa felicidade.
Por isso Ele não castiga, mas permite que enfrentemos certas
dificuldades para tirarmos delas ensinamentos. Aí que está a
questão! Não somos educados para olhar o lado bom das coisas, pois
tudo, por pior que seja, tem um lado bom ou terá em determinado
momento futuro, o que é outro problema, já que somos imediatistas,
queremos tudo para já!
É
chegada a hora de parar e refletir. Entender que Deus, em Sua
infinita misericórdia, tem um propósito para todos nós. Tudo tem
um propósito. Por pior que pareça determinada situação, de tudo
podemos tirar ensinamentos. Tudo vem pra somar, ainda que não
pareça.
Assim,
deixo a todos um convite:
A
partir de agora, sempre que alguma dificuldade se nos apresentar,
façamos um esforço para refletir antes de reclamar, antes de
culpar, antes de tomar qualquer atitude impensada. Vamos analisar
tudo, desde o princípio. “Como as coisas chegaram a esse ponto?”
Mas não façamos isso apenas com o intuito de voltar no tempo e
buscar responsabilizar alguém, mas sim com a intenção de entender
o que aconteceu, ou está acontecendo, para visar uma solução.
Vamos parar de remexer o passado negativamente e vamos focar no
futuro feliz que teremos quando nos posicionarmos diante do problema
e resolvê-lo, ainda que isso leve um tempo.
Vamos,
a partir de agora, olhar sempre o lado bom da vida!
Idamares Alves
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quinta-feira, 16 de julho de 2015
Coluna Paulo Guedes - "Os Educandos de Jesus – Parte 2"
Fora do círculo dos doze apóstolos, vamos encontrar vários exemplos do que falamos na coluna da semana passada (Parte 1). Podemos começar com Maria Madalena, com seus sete demônios; a mulher pecadora que lhe lavou os pés com a água vertida dos seus olhos e os enxugou com os próprios cabelos; os fariseus que queriam apedrejar a mulher adúltera, os quais desapareceram quando Jesus declara que atirasse a primeira pedra aquele que estivesse sem pecado; a mulher da beira do poço, que já tivera cinco matrimônios, e o homem com quem morava não era seu marido; Zaqueu, o coletor de impostos, apegado ao dinheiro a ponto de cobrar mais do que era devido. Podemos chegar à conclusão, depois desses relatos, que a classe de alunos de Jesus era repleta de vícios morais e não representavam a turma ideal para se formar grandes homens. Na verdade, eles se parecem muito com cada um de nós, com suas paixões, com o orgulho, com o egoísmo e tantos outros vícios que nos deparamos nas nossas vidas. Podemos ir mais além, e afirmar que da mesma maneira que Jesus tocou o coração de cada um deles e os transformou em ícones da humanidade, se assim o quisermos ele também pode tocar os nossos corações, impulsionando-nos a grande reforma íntima que precisamos fazer para alcançar as esferas superiores da vida.
Jesus precisou usar de toda a sua sabedoria para lidar com um dos problemas que mais dificultam a transformação do homem: o preconceito. João vivenciava o preconceito de tal maneira que não admitia que pessoas fora do grupo dos apóstolos expulsassem demônios e fizessem o bem (Mc. 9:38). Se formos verificar, encontraremos o preconceito como raiz de muitos males existentes na vida dos apóstolos e dos seguidores de Jesus. Na parábola do semeador, a primeira semeadura é feita à beira do caminho, solo difícil, terra dura e impenetrável, na qual a semente não encontra abrigo (Mt.13:3-23). Podemos ver nessa passagem referência às pessoas de mente fechada, cheias de preconceitos, que não aceitam nem pensar nas novas verdades; é a essas pessoas que Jesus se dirigia. Os fariseus e os saduceus eram os críticos intelectuais do tempo de Jesus. Eles não conseguiram entender e não aceitavam a ideia de que Deus ama igualmente a todos os seus filhos, mesmo os que são pecadores, conforme anunciado por Jesus. Por esse motivo encontramos a parábola do filho pródigo e a comparação do fariseu e do publicano em oração diante de Deus.
O homem queria ver saciada a sua fome e curada as suas enfermidades, desde que não houvesse qualquer interferência em sua forma de viver a vida. É como encontramos hoje, onde todos querem as benesses de Deus, mas nem pensam em fazer sacrifício das suas vaidades, do egoísmo ou do orgulho. Servir a Cristo, então nem pensar. Perdem o interesse e seguem as suas vidas como se Deus não existisse. O maior desafio de todos nós educadores é convencer esses homens, cheios de preconceitos, a negar a si mesmos e vivenciar a vida tendo como norte o Evangelho de Jesus.
Jesus precisou usar de toda a sua sabedoria para lidar com um dos problemas que mais dificultam a transformação do homem: o preconceito. João vivenciava o preconceito de tal maneira que não admitia que pessoas fora do grupo dos apóstolos expulsassem demônios e fizessem o bem (Mc. 9:38). Se formos verificar, encontraremos o preconceito como raiz de muitos males existentes na vida dos apóstolos e dos seguidores de Jesus. Na parábola do semeador, a primeira semeadura é feita à beira do caminho, solo difícil, terra dura e impenetrável, na qual a semente não encontra abrigo (Mt.13:3-23). Podemos ver nessa passagem referência às pessoas de mente fechada, cheias de preconceitos, que não aceitam nem pensar nas novas verdades; é a essas pessoas que Jesus se dirigia. Os fariseus e os saduceus eram os críticos intelectuais do tempo de Jesus. Eles não conseguiram entender e não aceitavam a ideia de que Deus ama igualmente a todos os seus filhos, mesmo os que são pecadores, conforme anunciado por Jesus. Por esse motivo encontramos a parábola do filho pródigo e a comparação do fariseu e do publicano em oração diante de Deus.
O homem queria ver saciada a sua fome e curada as suas enfermidades, desde que não houvesse qualquer interferência em sua forma de viver a vida. É como encontramos hoje, onde todos querem as benesses de Deus, mas nem pensam em fazer sacrifício das suas vaidades, do egoísmo ou do orgulho. Servir a Cristo, então nem pensar. Perdem o interesse e seguem as suas vidas como se Deus não existisse. O maior desafio de todos nós educadores é convencer esses homens, cheios de preconceitos, a negar a si mesmos e vivenciar a vida tendo como norte o Evangelho de Jesus.
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sexta-feira, 10 de julho de 2015
Coluna GTIM - "Como me sinto sendo um jovem trabalhador"
Olá, meu nome é Rafaela, tenho 15 anos e sou uma jovem voluntária trabalhadora do Lar Espírita Francisco de Assis.
Logo que o Lar inaugurou, eu fazia parte como evangelizanda, devia ter uns 5 anos, e tive que mudar de bairro com minha família, com isso veio a distância e acabei me afastando. Mas há dois anos senti a necessidade de voltar a frequentar pois sentia muita falta, então fui convidada a trabalhar aos domingos no tratamento espiritual de autocura (que ocorre no 2° e 4° domingo do mês), e atualmente também faço parte de diversas outras atividades da casa. Tenho tido as melhores e incríveis experiências como trabalhadora, aprendo cada vez mais sobre a doutrina, responsabilidade e como a caridade e o amor ao próximo são importantes no atual mundo de provas e expiações no qual vivemos.
O Lar e as maravilhosas pessoas que lá pude "reencontrar" me proporcionam uma boa energia, se chego mal, sempre saio melhor, minhas energias parecem ser renovadas, sinto-me muito feliz por fazer parte dessa linda família de Francisco!
Não posso deixar de citar que um amigo ou outro tem o julgamento errado de que fico "presa" à Doutrina nos fins de semana, mas não é assim, é uma escolha e vontade de estar presente, torço pela chegada do fim de semana e, sem dúvida, assim como aprendemos muito juntos, nos divertimos na mesma proporção!
E se em algum momento pensei em desistir, eles me deram motivos para o mesmo não fazer, e seria uma besteira a ser feita, uma perda de oportunidade de melhoramento meu mesmo, e hoje em dia eu posso dizer que já não imagino mais minha vida sem o Lar!
Paz e bem!
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Festa Junina
Nesse domingo tivemos mais uma edição da já tradicional Festa Junina do Lar.
A diferença esse ano é que uma das provas da Gincana dos Jovens foi cada equipe montar uma barraca de brincadeira e eles arrasaram! Escolheram a brincadeira, decoraram a sala, organizaram a participação da crianças e ainda limparam ao final!
Contamos também com vários quitutes, todos doados, cujo valor da venda é revertido para custear nossas despesas.
Nossa quadrilha maluca, sempre ensaiada na hora foi um a diversão pros adultos e pros pequenos.
O clima estava perfeito! Muita alegria e diversão!
Obrigada a todos que doaram e participaram.
Até ano que vem!
sábado, 4 de julho de 2015
Coluna Paulo Guedes - Os Educandos de Jesus – Parte 1
Muitas pessoas acreditam que a tarefa de Jesus foi facilitada porque os seus discípulos e todos aqueles que O seguiram eram espíritos evoluídos, dotados de amplo conhecimento das leis de Deus. Temos que vê-los como seres humanos como nós, com suas imperfeições e fraquezas naturais à criatura humana. Embora estejamos falando de outra época, com condições sócio-politico-religiosa deferentes das atuais, a natureza humana é sempre a mesma. O Mestre Jesus lidou com um grupo mais íntimo de seguidores, outro maior de discípulos e outro, maior ainda, de críticos e indiferentes.
A turba humana que Jesus lidou e ensinou estava muito longe de ser perfeita, principalmente quando olhamos para os primeiros contatos dela com o Mestre. Mesmo após os ensinamentos da Boa Nova demonstravam ainda imperfeições e vacilações diante das provas, como podemos observar na negação de Pedro (Mt. 26: 69-75). Tinham os caracteres ideais para se tornarem grandes homens, eram mestres em desenvolvimento, mas eram frágeis como todos nós. Só um homem da envergadura de Jesus, com visão do futuro, dotado de paciência, persistência e perseverança, e principalmente de um infinito amor, poderia investir em alunos tão frágeis e torná-los fortes como a rocha.
Imaginamos a grande dificuldade para transformação daqueles homens simples, que diante das provas e no lidar com o mundo mostravam tamanha dificuldade. Lembramo-nos de João, o que se tornou evangelista, com toda a dificuldade de controlar seu gênio, e se encolerizou contra os samaritanos, os mesmos a quem que Jesus queria revelar o seu infinito amor; João não só deu asas a seu temperamento e preconceitos, mas também ao orgulho, e chegou a pleitear o privilégio de assentar-se à destra de Jesus. E Tiago se associou a ele, igualmente desejoso de posição social e política; Tomé, que mesmo com a informação da volta do Mestre, exige provas contundentes Dele para poder acreditar; Judas, que apesar do convívio íntimo com Ele, não compreendeu a Sua missão e O traiu por trinta moedas de prata; todos, com exceção de João, fugiram, deixando Jesus a sua própria sorte na cruz. O grande feito do educador Jesus, de chamar para si esse grupo cheio de defeitos, que pouco prometia, e formá-los homens de bem, que serviriam de sustentáculo para o cristianismo nascente, serve de alento e inspiração a todos nós, pois se permitirmos, Ele também nos fará homens de bem.
Os discípulos de Jesus não eram apenas imaturos, mas também impetuosos, impulsivos e muitas vezes precipitados. Pedro, por exemplo, era governado por impulsos e muito precipitado, como podemos observar em várias passagens que encontramos no Novo Testamento, como quando se lançou ao mar, em certa manhã bem fria, e nadou até a praia para chegar perto de Jesus, quando calmamente poderia dirigir o barco à margem (cf. Jo. 21:7); outro exemplo é quando Pedro decepa a orelha do servo do sumo sacerdote com sua espada (Jo.18:10).
O mestre Jesus, em sua tarefa de transformação da humanidade, não lidou apenas com pessoas de caráter difícil e fortes impulsos, mas também com aqueles com grandes tendências ao erro. Dentre eles alguns se tornaram cristãos de elevado caráter, mas temos que entender que nem sempre foram assim, nem tinham a elevação dos anjos, como tendemos a achar. Eram homens e mulheres de altos e baixos, instintos e impulsos, que longe da ética cristã que controla e direciona, inevitavelmente teriam sido arrastados a males irremediáveis.
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reflexões
quinta-feira, 2 de julho de 2015
Coluna GTIM - "O importante é transmitir o bem"
Estamos passando
por tempos difíceis, onde a maldade infelizmente ainda tem mais
destaque que o bem. Ultimamente, tem aparecido na mídia muitos casos
de intolerância religiosa – daquelas coisas que você se pergunta
por que alguém faria isso.
Católicos,
Judeus, Budistas, protestantes, espiritualistas ou espíritas, não
importa! Seja você de qualquer religião, isso não te faz melhor do
que ninguém, somos todos irmãos e deveríamos estar caminhando
juntos pelo mesmo propósito: O AMOR, amor ao próximo, amor à
vida!
Imagine um lugar
legal em que ninguém perde tempo atacando as outras pessoas, sua
maneira de pensar, de vestir, sua raça, condição social ou
religião (é preciso muita imaginação, eu sei), um lugar em que
ninguém perde tempo desejando o mal dos outros porque está ocupado
demais cuidando da sua própria vida, correndo atrás de ser feliz.
Consegue?
Acredito
plenamente naquela história de “ Você colhe o que você planta”.
Não é que coisas ruins não acontecem com pessoas boas –
acontece. Mas sei que pensamento é energia, e se você transmite
energias ruins, de alguma forma vai atrair o mesmo para si. É a lei
da ação e reação. De alguma forma você vai pagar por aquilo que
fez. Então por que não usar seu tempo para transmitir coisas boas?
Acho que a
humanidade perdeu um pouco a capacidade de se colocar no lugar do
outro, de enxergar o próximo como irmão, mas a verdade é que
ninguém gosta de ser criticado, de receber ofensas e ataques, então
por que fazer isso com o amiguinho? Somos todos diferentes, somos
todos imperfeitos, e em se tratando de religião, não existe o povo
eleito, a religião certa. Tenho pra mim que a melhor religião é
aquela que te torna uma pessoa melhor! Ou então, para aqueles que
não acreditam nisso, pelo menos vão concordar comigo que incitar o
ódio não é um dos ensinamentos que Jesus deixou pra nós, correto?
Aprendi uma coisa
com a Doutrina Espírita e tenho tentado levar isso para o meu dia a
dia: somos todos filhos de Deus e devemos sempre ajudar ao próximo,
nunca julgar e que “Fora da Caridade não há salvação”.
Fiquem com Deus e
até a próxima! ;)
Ariel Danvers
sexta-feira, 26 de junho de 2015
Coluna Paulo Guedes - O Conhecimento das Escrituras e da Natureza Humana
Tanto
na educação secular quanto na religiosa, numa perspectiva ética
cristã, é fundamental o conhecimento dos ensinamentos do Cristo.
Podemos observar que Jesus no seu messianato mostrou-se qualificado
no que tange ao conhecimento daquilo que ensinava. Podemos comprovar
na conversa na estrada de Emaús quando Ele explica os ensinos do
Antigo Testamento quanto a Sua pessoa (Lc. 24:27). Em seus
ensinamentos Ele citou pelo menos vinte livros do Antigo Testamento e
demonstrou pleno conhecimento dele. Tinha um conhecimento tão
profundo que fazia comparações
dos Seus ensinos com ele.
"Percebe-se
que Jesus conhecia de cor todas
as Sagradas Escrituras não só pelas citações diretas que delas
fazia, mas também pelas numerosas alusões que fez à Lei, a
Isaías,
a Jeremias, a Daniel, a Joel, a Oséias, a Miquéias, Zacarias e
Malaquias, e principalmente os Salmos", afirma o cônego Farrar.
Jesus mostrou seu preparo não só quando, aos doze anos, enfrentou
os rabis no Templo, mas também nas crises mais apertadas, frente aos
mais severos críticos de
todos os tempos.
Ao
lado do conhecimento das escrituras, Jesus
demonstrou uma grande compreensão da natureza daqueles que o
cercavam. Com Ele passamos a entender que a compreensão das
necessidades dos educandos é de fundamental importância para um
ensino com qualidade. Na relação interpessoal é primordial
conhecermos a psicologia humana, para que possamos entender e sermos
entendidos. Jesus lia na alma das pessoas as suas tristezas e
motivações, se eram bons ou maus, amigos ou inimigos, interessados
na boa nova ou não. Com base nesse conhecimento estabelecia a
metodologia de ensino adequada a cada um. Estudando o Evangelho
encontramos vários exemplos que evidenciam esse conhecimento. Quando
Jesus declara que os pecados do paralítico estavam perdoados, os
escribas pensavam que ele estava blasfemando, pois acreditavam que só
Deus tinha o poder de perdoar pecados, mas “Jesus, conhecendo-lhes
os pensamentos, disse: Por que pensais mal em vossos corações”
(Mt. 9:4); quando os fariseus e os herodianos procurando apanhá-Lo
em algumas palavras, perguntaram se era lícito pagar o imposto a
Cesar, Jesus, percebendo a hipocrisia deles, disse-lhes: “Por que
me experimentais? ” (Mar.12:15). Ao ver
Natanael, disse: ”Eis um verdadeiro israelita em
quem não há dolo!"(João 1:47).
Jesus
conhecia de tal maneira o interior do ser humano que ajudava as
pessoas a solucionar os seus problemas mais íntimos, que muitas
vezes elas mesmas não conheciam.
Ele
não estudou psicologia ou pedagogia, mas somos obrigados a admitir
que Ele tinha a soma de conhecimentos que perfeitamente o habilitava
para a tarefa de mestre. Ele era por excelência um mestre, um
psicólogo, e um técnico em metodologia de ensino, pois mostrou
conhecimento profundo das ciências humanas e as usou de maneira
eficiente.
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Gincana Evangelização - Prova 3
E nossa gincana continua a todo vapor...provas que exigem muito de nossos jovens mas que eles dia a dia provam do que são capazes.
Prova 3 consistia em duas tarefas:
1. Vídeo de 30seg/1mim, convidando jovens, a partir de 16 anos, para serem jovens trabalhadores do Lar.
2. Panfletagem de folder com atividades da casa.
A panfletagem foi um grande sucesso e recebemos em nossas atividades novos membros que desconheciam o Lar e passaram a conhecer graças a essa ação!
Os vídeos ficaram ótimos, três empataram e depois de longa e árdua discussão dos julgadores o vídeo da UFC foi o escolhido!
Vejam o resultado!
https://www.youtube.com/watch?v=lNy5AP37rp8
Prova 3 consistia em duas tarefas:
1. Vídeo de 30seg/1mim, convidando jovens, a partir de 16 anos, para serem jovens trabalhadores do Lar.
2. Panfletagem de folder com atividades da casa.
A panfletagem foi um grande sucesso e recebemos em nossas atividades novos membros que desconheciam o Lar e passaram a conhecer graças a essa ação!
Os vídeos ficaram ótimos, três empataram e depois de longa e árdua discussão dos julgadores o vídeo da UFC foi o escolhido!
Vejam o resultado!
https://www.youtube.com/watch?v=lNy5AP37rp8
quarta-feira, 24 de junho de 2015
Gincana Evangelização - Prova 2
Seguindo nossa gincana aumentamos o desafio para os nossos jovens.
A segunda prova consistia em três tarefas:
1. Vender 25 números de uma rifa de um edredom (o valor arrecadado com a rifa seria disponibilizado para as equipes custarem algumas tarefas)
2. Compor uma musica que envolvesse: Lar, Comunidade e Francisco de Assis
3. Fazer uma redação com o título: "O que é fazer o bem para mim"
Todas as equipes se empenharam e cumpriram lindamente essa prova! Escolher a musica e redação vencedoras deu trabalho para a comissão julgadora.
Mas, depois de muita análise, chegamos aos vencedores:
Musica - Equipe Sementes do Bem
https://www.youtube.com/watch?v=GieAA64ERgo
Redação - Equipe UFC
A segunda prova consistia em três tarefas:
1. Vender 25 números de uma rifa de um edredom (o valor arrecadado com a rifa seria disponibilizado para as equipes custarem algumas tarefas)
2. Compor uma musica que envolvesse: Lar, Comunidade e Francisco de Assis
3. Fazer uma redação com o título: "O que é fazer o bem para mim"
Todas as equipes se empenharam e cumpriram lindamente essa prova! Escolher a musica e redação vencedoras deu trabalho para a comissão julgadora.
Mas, depois de muita análise, chegamos aos vencedores:
Musica - Equipe Sementes do Bem
https://www.youtube.com/watch?v=GieAA64ERgo
Redação - Equipe UFC
TEMA:
O QUE É FAZER O BEM PARA MIM
Um
bom Princípio a se seguir
É
procurar fazer o bem
Sem
sequer olhar a quem
Você
pode ajudar plantas, animais ou pessoas
Porém
fazer o bem pode ser difícil,
Por
que as pessoas acabam confundindo as coisas,
Não
compreendendo o que é ao certo fazer o bem,
Acham
que somos bobos
Ou
nos exploram com desdém
Mas
penso em jamais desistir
Pois
vejo que é o caminho certo a se seguir
O
bem é feito com amor e caridade
Usando
o coração ao auxílio de um ser
E
logo depois ter a felicidade
Que
é presenciar a singela gratidão
No
olhar de um irmão
Faça
o bem, Pense nisso!
Sem
interesse de algo em troca
Por
mais atrasado que esteja para um compromisso
Pare
e ajude aquele que precisa:
Carregar
uma um grande peso
Atravessar
uma rua,
Ou
apenas auxilie uma dor que não é sua
É
dar carinho para aquela criança
Que
não tem atenção no dia a dia
Ou
com uma prece devolver a esperança
Para
um conhecido ou desconhecido
Por
mais complicada e triste que esteja sua vida
Guarde
tudo no bolso e vá consolar o amigo que precisa
Você
pode não acreditar,
Mas
doando de si mesmo
Muito
mais receberá
Do
que aquele que está recebendo
Essa
recompensa é aprender
A
dar valor maior à sua vida,
E
moralmente crescer
Vendo
tudo a sua volta de melhor maneira
E
não faça com os outros
O
que não gostaria que fosse feito a você
A
humanidade precisa do bem
Para
se melhorar e evoluir no seu alvorecer
Só
assim o mundo poderá sorrir
É
simples, plante o bem
Distribua-o
também
Que
o que for bom... Vem!
É
isso que a Doutrina Espírita ensina,
A
fazer o bem
E
me tornar uma pessoa melhor a cada dia
terça-feira, 23 de junho de 2015
Gincana Evangelização - Prova 1
Esse ano criamos um evento diferente para as turmas de evangelização.
Reunimos nossas turmas de pré adolescentes e adolescentes, dividimos em 4 equipe e montamos uma gincana.
Essa gincana durará todo o ano e a equipe vencedora ganhará o direito de participar de um super passeio.
As provas tem sempre como base a doutrina e visam estimular o conhecimento espírita e também ajuda-los a desenvolver seus talentos.
Várias foram as provas que eles já realizaram.
A primeira foi a escolha do nome da equipe, logo e grito de guerra.
Assim ficaram:
Equipe 1 - Fênix da Paz
https://www.youtube.com/watch?v=ydldaOYQVEQ
Equipe 2 - Sementes do Bem
https://www.youtube.com/watch?v=AbMup1IdDIs
Equipe 3 - #LEFA
https://www.youtube.com/watch?v=vDfoyFVdFWM
Equipe 4 - UFC (Unidos pela Força de Cristo)
https://www.youtube.com/watch?v=GTJ_ZsZu2iA
Postaremos o resultado de provas para que todos vejam o quanto são incríveis nossos jovens! :)
Reunimos nossas turmas de pré adolescentes e adolescentes, dividimos em 4 equipe e montamos uma gincana.
Essa gincana durará todo o ano e a equipe vencedora ganhará o direito de participar de um super passeio.
As provas tem sempre como base a doutrina e visam estimular o conhecimento espírita e também ajuda-los a desenvolver seus talentos.
Várias foram as provas que eles já realizaram.
A primeira foi a escolha do nome da equipe, logo e grito de guerra.
Assim ficaram:
Equipe 1 - Fênix da Paz
https://www.youtube.com/watch?v=ydldaOYQVEQ
Equipe 2 - Sementes do Bem
https://www.youtube.com/watch?v=AbMup1IdDIs
Equipe 3 - #LEFA
https://www.youtube.com/watch?v=vDfoyFVdFWM
Equipe 4 - UFC (Unidos pela Força de Cristo)
https://www.youtube.com/watch?v=GTJ_ZsZu2iA
Postaremos o resultado de provas para que todos vejam o quanto são incríveis nossos jovens! :)
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Coluna Paulo Guedes - A Credibilidade do Ensino de Jesus
Jesus fez
da arte de ensinar o seu modo de operar a transformação das atitudes e conduta
do povo. Não encontramos no Evangelho a afirmação de que Ele era orador, reformador,
ou líder, mas sim, que Ele era mestre. Jesus lançou mão do método educativo, e
não do método de força política, ou de propaganda, ou do poder. A ênfase que
Jesus deu ao ensino ressalta do fato de em geral ser ele reconhecido como
Mestre”. De fato, Jesus era considerado Mestre ou Rabi, como se pode constatar
na sua conversa com Nicodemos: “Rabi, sabemos que és mestre vindo da parte de
Deus (Jo. 3:2)”. Só para termos uma ideia, nos Evangelhos encontramos Jesus
sendo chamado de mestre quarenta e cinco vezes, e segundo L. J. Sherril (in
Price 1980) somando-se todos os termos equivalentes a mestre vamos encontrar
sessenta e uma referências.
Fala-se
em Jesus ensinando, quarenta e cinco vezes; e onze apenas pregando, e assim
mesmo, pregando e ensinando, como vemos em Mateus 4:23 — "ensinando em
suas sinagogas e pregando o evangelho do reino".
Para que
possamos perceber a ênfase em educação da vida de Jesus, nos Evangelhos os
seguidores dEle, como afirma J.M. Price, não são chamados de súditos,
servidores ou camaradas, e mesmo a palavra cristão só é usada três vezes no
Novo Testamento para designá-los, mas vamos encontrar nada mais, nada menos que
243 vezes a palavra discípulo, que significa aluno ou aprendiz. No principal sermão do Mestre, o sermão da
montanha ou das bem aventuranças, Mateus apenas diz — "E ele se pôs a
ensiná-los, dizendo..." (Mat. 5:2).
Ele
aproveitava todas as oportunidades para ensinar e o fez no templo, nas
sinagogas, no monte, nas praias, nas estradas, nas casas, junto ao poço, em
público e em particular. "Andava Jesus por toda a Galiléia, ensinando nas
sinagogas deles, e proclamando as boas-novas do reino, e curando todas as
doenças e enfermidades entre o povo" (Mt. 4:23). A obra de Jesus é uma
obra didática, onde o povo interagia com o Mestre fazendo perguntas, e o Mestre
por Sua vez propunha questões e problemas. Dedicou boa parte do Seu tempo para
transformar os Seus discípulos em mestres, para que a Sua obra tivesse
continuidade.
Após
prepará-los os enviou a pregar a boa nova ao povo, instruindo-os na
observância de todas as coisas que lhes tinha mandado (Mt. 28:19-20). Jesus,
como pedagogo do amor, acreditava que só através da educação ocorreria a
verdadeira transformação da humanidade, e nos ensinou que crer é indispensável a
qualquer educador.
terça-feira, 16 de junho de 2015
Coluna GTIM - "O que o Lar Espírita significa para mim"
Meu
nome é Thaís, tenho 19 anos e cheguei no Lar Espírita Francisco de
Assis em fevereiro do ano passado. O mais engraçado é que eu tinha medo
de ir ao Lar porque pensava que “veria espíritos” e porque não conhecia a
Doutrina. Agora que faço parte do Lar já não me imagino sem ele.
Fui
muito bem acolhida por essa “família” desde a minha primeira aula
de Evangelização. Quando fui convidada para fazer parte da equipe de
Trabalhadores do Lar foi um momento único! Quase não acreditei... Fazer
parte desse trabalho maravilhoso é algo realmente especial. Toda vez
que realizamos uma visita a um orfanato, ou a um asilo é tão
emocionante!!! Eu me sinto tão feliz e tão bem de uma maneira tão
incrível, é uma felicidade que quase não cabe em mim.
Hoje
faço parte das muitas atividades que integram o Lar. Estou lá quatro
vezes na semana e, quando não estou não é a mesma coisa. Falta algo para
completar o meu dia, sabe? Por isso, aproveitando meu primeiro post (de
muitos outros que virão) aqui no blog, quero convidar você leitor a vir
nos conhecer. E torço para que a energia que me envolve toda vez que me
encontro no Lar também possa te envolver.
Um grande abraço! Paz e Bem!
Thaís Alves
terça-feira, 26 de maio de 2015
Coluna Paulo Guedes: A Pedagogia de Jesus
Quando
falamos em pedagogia, temos muitos teóricos que marcaram época pela relevância
de seus estudos sobre as técnicas de ensinar, mas ninguém jamais se comparou a
Jesus, o pedagogo por excelência, aquele que podemos dizer ser a encarnação da verdade,
conforme ele afirmou: “Eu sou... a verdade” (João 14:6). Ele, sem sombra de dúvidas, é a
exemplificação dos seus ensinos. Em todos os temas tratados por Ele
transbordava vivência e apresentava a verdade como parte de Sua vida. S. D.
Gordon disse: "Jesus tinha já feito antes de fazer, viveu aquilo que
depois ensinou, viveu tudo antes de ensinar, e viveu tudo bem mais do que pôde
ensinar". O povo, ao olhar para os olhos de Jesus, via a luz da sabedoria
em sua inteireza, pois ele tinha e tem ilimitadas reservas de verdade, de
beneficência, de paciência, de persistência, de amor. No seu Evangelho podemos
perceber como Ele ensinou o homem a amar ao próximo, ao servo como servir, aos
detentores de poder, como dirigir, aos necessitados como orar, ao sofredor como
ser resignado, e a todos que vivem como morrer. Ele é a pedagogia para todas as
épocas da humanidade.
O ensino
de Jesus alicerçava-se em sua autoridade, pois diferentemente dos escribas e
rabinos, os educadores da época, Ele falava daquilo que vivenciava, que vinha
de dentro da sua envergadura espiritual, confirmando cada ensinamento com a
exemplificação. O povo "se admirava do seu ensino, porque ele os ensinava
como quem tinha autoridade, e não como os escribas" (Mar. 1:22).
Jesus,
pelo fato de vivenciar todos os ensinamentos proferidos, criava uma onda de
otimismo e extrema confiança no povo. Eles viam Nele o exemplo de como viver em
Deus e para Deus. O seu comportamento perante a vida delineava o comportamento
do povo.
Jesus via
o povo "como ovelhas sem pastor" (Mar.6:34). Temos diversos exemplos
de suas atitudes perante os sofredores, como na ocasião em que certo homem
atacado de lepra suplicou a Jesus que o curasse, ele se sentiu todo tomado de
profunda simpatia por aquele sofredor, e "estendendo a mão, tocou-o"
(Mar. 1:41). Seu coração pulsava compaixão pelos escribas que viviam a
criticá-lo, pelos fariseus, pelos desprezados, pelos cegos, pelos coxos, pelos
surdos, pelos obsidiados. Onde havia sofrimento Ele se fazia presente com Sua
misericórdia e revelou o amor de Deus como bálsamo à dor.
Ele não
se limitou apenas a aliviar os sofrimentos humanos, mas buscou ensinar o homem
a solucioná-los, viveu onde havia dor e entre os deserdados da sociedade
judaica, e a exemplo disso se associou com pecadores, para tirá-los do pecado.
Nas parábolas da ovelha e da dracma perdidas e do filho pródigo, Jesus
demonstra o seu interesse pelo bem estar do homem. Do Seu coração transbordava
amor que se expandia e envolvia a todos os necessitados.
Paz e Bem!
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